Artigos com a Tag: "carnaval"
Quem disse que fora do Brasil não existe alegria e extravagância? Muito pelo contrário. Existe, e muito!
Acompanhe hoje, no Blog1A, o que de melhor acontece nas festas de carnaval na Alemanha e na Suíça. Boa leitura!
Carnaval na Alemanha
As festividades de carnaval na Alemanha começam, oficialmente, na “quinta estação do ano”, como os alemães gostam de chamar a época dos festejos. As preparações começam sempre no dia 11 de novembro. Já a folia começa, oficialmente, a partir do dia 6 de janeiro, Dia de Reis, data em que, na verdade, as festas já estão pelas cidades . Na quinta-feira anterior ao início dos festejos, uma curiosa tradição é cumprida: a tomada do poder pelas mulheres, quando um grupo de donzelas vai até a Câmara Municipal e corta a gravata do presidente, o que lhes dá o poder, tendo em vista que a gravata é considerada um símbolo de poder masculino.
- Fantasias
Os alemães são mais reservados quanto às suas vestimentas, também por conta do frio rigoroso nessa época, mas não perdem o bom humor e a alegria nas festas. Os participantes costumam usar fantasias de diversos personagens da sociedade, do folclore e até mesmo do reino animal.
Em Colônia, região também conhecida como “cidade velha”, grande parte dos alemães se reúnem. O comando dos festejos cabe ao trio Príncipe, Camponês e Virgem, personagens principais da festa. Lá, comemora-se o Carnaval desde 1823! As tradições são quase tão antigas quanto própria cidade.
- Componentes das festas
Os carros alegóricos também agitam as cidades da Alemanha. Em Colônia, a principal cidade festeira, desfilam todos os anos cerca de 70 carros alegóricos pertencentes as mais de 100 sociedades carnavalescas que usam os carros para ilustrar a festa nos mais de sete quilômetros de vias em festa.
Em Mainz, capital de Renânia-Palatinado, um carro alegórico chama atenção trazendo para o desfile, todos os anos, acontecimentos políticos e seus personagens em forma de engraçados bonecos gigantes. O desfile do carro acontece na “Segunda-feira das Rosas”, ou simplesmente segunda-feira de Carnaval. É também quando acontece uma “pequena” chuva de 100 toneladas de balas, bombons e doces em geral, além de serpentina.
- O Brasil Também participa!
Toda sexta-feira de Carnaval, acontece em Colônia e em Monique (duas das mais importantes cidades do país) o tradicional Baile Brasileiro que reúne a comunidade e fãs do maior país da América do Sul com direito a concurso de fantasias e, é claro, muita animação.
No sábado é a vez do Geisterzug, o desfile dos fantasmas. É um programa alternativo, tendo como origem da tradição, a Guerra do Golfo.
No domingo acontece o desfile dos colégios. Cada escola recebe um tema e se prepara. Os ganhadores ficam com o direito de desfilar e festejar a vitória na “Segunda-feira das Rosas”.
Segunda-Feira, fim da festa? Que nada! À meia-noite da terça-feira, chega a hora de queimar o “Nubble”, um boneco de palha que fica pendurado nas portas de todos os bares durante as festas. “Nubble” é acusado, julgado e queimado por causar toda a folia. A tradição tem a finalidade de eliminar todos os pecados cometidos durantes a os festejos.
Carnaval na Suíça
É uma das festas de Carnaval mais diferenciadas do mundo. É tão diferente que as comemorações começam na quarta-feira de cinzas, quando todas as outras festas do mundo inteiro estão acabando ou já acabaram.
Com duração de uma semana, os temas, as roupas, as músicas, o espírito da festa são diferentes, mas não menos interessante e atraentes. Por conta do frio intenso, as fantasias são pesadas, grandes, quentes e cobrem o corpo inteiro, oque não compromete o luxo de cada uma das peças. Não há prêmiação para a melhor e nem mesmo interesse dos participantes. O fato de estarem vestidos de maneira diferente, desfilarem e tocarem algumas músicas já os alegra e esquenta as coisas.
Bandas de cidades e vilarejos vizinhos se apresentam nas principais cidades do país, como em Lucerna e Zurique. O ritmo da festa é o “guggenmusik”, que garante a descontração dos suíços. Em palcos improvisados, as bandas se apresentam e animam os participantes, que também adaptam músicas conhecidas e consagradas em outros gêneros ao estilo musical da festa. Confira um trecho clicando aqui.
Deu para perceber que a festa não é lá tão animada e grandiosa, não é mesmo? Isso se dá porque os suíços preferem enfatizar a cultura, os costumes mais antigos dos povoados e da nação e admirar as grandes e espetaculares paisagens e atrações do país. Para tornar a festa mais bonita e, consequentemente, atrair mais turistas, prédios são enfeitados e iluminados, os trens mudam de fluxo para proporcionar um passeio diferente aos visitantes, os bares ficam cheios e a diversão ocorre assim, calma e tranquilamente, como um momento de lazer e relaxamento.
Apesar de diferente e calmo, o carnaval da Suíça é um dos mais procurados do mundo. Justamente por essas características que mantém os festeiros aquecidos e animados.
Referências:
http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/secoes/festas.aspx?cod=278
http://www.prof2000.pt/users/jdsa03/olho/fev_02/alemao.htm
http://www.dw.de/dw/article/0,,14887610,00.html
http://pt-br.paperblog.com/
O Carnaval está chegando e nada mais oportuno do que saber mais sobre ele e como são as comemorações em outros lugares pelo mundo. Começando uma sequência de posts voltados ao tema, falaremos do Carnaval mais antigo de que se tem registro e, com certeza, um dos mais belos do mundo: o Carnaval de Veneza, na Itália.
Pesquisas revelam que o Carnaval teve origem em Veneza, após a cidade ter suportado uma grande invasão, executada por Ulrico, patriarca de Aquileia. Veneza, na época, ainda chamava-se Repubblica Della Serenissima. A cidade obteve, como forma de pagamento por ter vencido a batalha, um touro e doze porcos. A partir daí, a cidade passou a comemorar todos os anos com uma festa chamada Sexta-Feira Gorda, na qual o mesmo número de animais recebidos por Ulrico eram mortos na praça de São Marcos. Além disso, eram preparados banquetes, danças, espetáculos de acrobacias, truques de magia e marionetes, entre outros.
A comemoração foi assim por muitos anos, até que no século XVII a música, a cultura natal e o vestuário nobre e exótico foram incorporados às festividades. As máscaras foram, durante centenas de anos, parte essencial da festa. Elas faziam parte da commedia dell’arte, uma forma de teatro cômico popular improvisado, surgido na metade do século XVI, assim ficaram ainda mais famosas e imortalizaram inúmeros personagens, como o Arlequim e a Columbina. As festas começavam após o conhecido desfile Liston delle Maschere, onde os habitantes do mais alto escalão econômico exibiam suas máscaras, jóias e vestimentas de seda.
Com o tempo, os trajes foram sendo incrementados, alguns dando vazão à imaginação pessoal do dono e outros tendo como inspiração grandes personagens do teatro. Ainda era costume a referência a aristocracia e ridicularização das autoridades. Com as máscaras, tudo era permitido e não havia respeito a hierarquia social, o que permitia aos participantes envolverem-se em casos românticos e novas paixões. O anonimato incentivava também adultérios e assassinatos. Por este motivo, as máscaras chegaram a serem proibidas nos festejos em 1608, mas a queda acentuada do número de adeptos a festa fez com que as autoridades voltarassem atrás.
O Carnaval de Veneza quase desapareceu no século XIX, mas em 1980 voltou a ser incentivado pelas autoridades e atrai, todos os anos, mais de 100mil pessoas que, apesar do frio e da ameaça frequente de inundações, continuam festejando na Praça de São Marcos.
Para os integrantes da alta sociedade, são preparadas festas nas belas mansões e palácios do Gran Canale. São bailes luxuosos regados a muito champanhe e com a presença de orquestras. Hotéis de luxo também fazem parte dos locais preferidos dos nobres, onde acontecem apresentações com temas baseados nas óperas de Verdi.
Referências:
http://www.viajenodetalhe.com.br
Carnaval: época de viajar, se alegrar, descontrair, festejar, etc.
Mas o que é o carnaval, exatamente? De onde veio? Qual a principal ideia das festas? Mais uma vez o Blog1A trás tudo para você. Aproveite!
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Dentre todas as teorias quanto à origem do carnaval, duas delas se destacam, fazem mais sentido e são as escolhidas por nós para contar para você. São divergentes até mesmo pela origem. Uns dizem que a festa vem do Egito, outros dizem que vem de Roma ou da Grécia. A causa de toda essa indecisão sobre a origem do Carnaval deve-se ao fato de a história ser muito remota e por não haver muitos registros, mas vamos ver o que dizem.
O primeiro modelo sobre o carnaval vem do Antigo Egito, por volta de 4000 a.C., onde os habitantes da região festejavam, com muita dança e música, os bons resultados das colheitas durante todo o ano. As festas tinham o propósito, também, de espantar as coisas ruins e trazer todas as boas, principalmente a alegria e a felicidade para perto deles.
Outra teoria seria a origem na Grécia e em Roma, entre 700 a.C. e 600 d.C., onde a sociedade organizava-se, por ordem hierárquica, em diversos blocos. Os festejos vinham sempre destacando a volúpia, principalmente, à pratica sexual e ao consumo de bebidas alcoólicas.
- Pela origem mais recente e a quantidade de material disponível para analise, esta é a teoria mais aceita: após muita depravação durante as festas, a Igreja se insere no contexto dos festejos, oficializando todas as comemorações como cultos oficiais e, consequentemente, banindo todas as práticas julgadas como “atos precatórios”. Porém, com a grande rejeição do povo, o modelo católico se encerra poucos anos depois, onde uma nova forma começa a desenhar-se, ano após ano.
Os carnavais em Nice, Roma e Veneza se moldam e se definem, mantendo até hoje as principais características da época, com mascarados, fantasiados, desfiles de carros alegóricos e grandes estruturas e os grandes festejos cômicos populares, definidos pela organização, como: anões, pessoas com deformidades físicas (consideradas como monstros), animais, sábios, bufões e bobos. Essas eram as principais e mais aguardadas atrações do ambiente, sempre muito festivo.- 325 d.C.: A Igreja cria um grupo de bispos a fim de discutir uma série de questões, entre elas os festejos populares. Os integrantes discutiriam a aprovação das festas, os problemas que elas poderiam trazer e um possível plano para se integrarem ao carnaval, trazendo mais crenças religiosas os participantes.
- 1545 d.C.: O carnaval é reconhecido pela Igreja como festejo popular importante, não devendo ser hostilizado, de forma alguma, pelo Clero.
- 590 d.C.: O Papa Gregório – o grande, oficializa, definitivamente, a data do carnaval no calendário Eclesiástico.
- Em 1598, o papa Gregório XIII, promove uma reforma no calendário católico, incluindo o carnaval no mesmo e definindo uma data específica para os festejos.
- Após relativa aprovação e reconhecimento da Igreja, as festas do Carnaval foram crescendo cada vez mais em toda Europa, principalmente na Itália (Roma e Veneza), França (Paris e Nice) e Alemanha (Nuremberg e Colônia), comemorados até hoje e com grande movimento popular.
Curiosidade:
Uma teoria interessante é de que o carnaval teria surgido com as “saturnálias”, festas que teriam recebido o nome de “Carnevales”, que no idioma da época significaria “adeus à carne”.
No Brasil, o carnaval começou a ser festejado em 28 de fevereiro de 1854, data em que o primeiro carro alegórico desfilou pelas ruas do Rio de Janeiro.
Esta matéria trás, além da história do carnaval em uma ideia geral, um pequeno aperitivo para o que vamos falar nas próximas edições como:
- Carnaval em Veneza, Itália.

- Carnaval em Nice e em Paris, França.
- Carnaval na Suíça.
- Carnaval na Colômbia.
- Carnaval no Canadá.
- Carnaval na Alemanha.
- Carnaval New Orleans, Estados Unidos.
- Carnaval da África
- Carnaval no Brasil.
- Como calcular a data do carnaval.
Acompanhe o Blog1A e veja tudo sobre as melhores, maiores e mais conhecidas festas populares do mundo. Venha saber de algumas novidades e curiosidades também!
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Referências: www.joaodefreitas.com.br






