Por Janaína Calaça
Meu nome é Janaína Calaça, tenho 28 anos, sou formada em Letras Vernáculas e sou Técnica em Nutrição e Dietética também. Nasci e cresci em Salvador, Bahia, mas vivo em São Paulo desde 2007. Atualmente, trabalho como revisora de textos autônoma e como blogueira, mantendo o Jeguiando juntamente com o Erik Soares (Erik Pzado), o fotógrafo do blog, meu marido e companheiro de viagens e vida.
O Erik é parte fundamental no Jeguiando. Ele é a extensão dos meus olhos. Aquilo que traduzo em palavras, ele traduz em imagens. A ideia que tentamos passar no Jeguiando é justamente de uma família que coloca o pé na estrada juntos: ele, eu e o Jegueton, o mascote do blog e nosso filhote de pelúcia, que dá o tom do site.
A primeira viagem que fiz foi a Pernambuco, para visitar a família de meu pai e cada viagem, desde então, foi motivo de alegria. Minha relação com turismo, antes de qualquer coisa, é afetiva. Hoje é um trabalho que desenvolvo com carinho e com vivência. Minhas dicas não são tiradas de livros, nem de roteiros, mas da observação afetiva dos lugares que tenho a oportunidade de conhecer.
O Jeguiando, inclusive, surgiu no meio de minha primeira viagem a Buenos Aires (cidade a que tenho muito carinho) ao lado do Fábio Brito, um dos idealizadores do blog. Conhecemos Buenos Aires a pé e de metrô e à medida que conhecíamos mais lugares bacanas, mais a vontade de transformar aquela experiência em um diário surgia. E foi assim.
O nome Jeguiando foi ideia do Fábio e o logo foi desenhado por mim. Elegemos o Jegue como um dos símbolos do Nordeste (onde nascemos). Jeguiando é um guia. Um jeguinho que nos guia por suas andanças no mundo. Muita coisa mudou em quase três anos de trajetória do blog.
O Jeguiando é um blog 100% independente, então a maioria das viagens é bancada do nosso bolso, exceto as em que o Jeguiando é convidado a participar para escrever sobre um determinado destino. Qualquer pessoa, inclusive, se souber planejar bem, consegue fazer uma viagem, pesquisando passagens aéreas em conta, buscando hospedagens com preços baixos, sem abrir mão da qualidade do serviço, escolhendo destinos mais fáceis de conhecer com transporte público, etc.
Prefiro conhecer menos destinos e conhecê-los bem, a ponto de dar dicas seguras aos leitores, do que me envolver em viagens compulsivamente e fazer paradas de 3 minutos nos pontos turísticos principais e depois dizer que “conheci” a cidade. Viajar não é isso. Viajar é conhecer com calma e ter tempo de se envolver com a cidade que visitamos.
A pior viagem que fiz, mas que hoje virou uma piada, foi à Floresta, em Pernambuco, quando era uma menina. Meu pai tinha acabado de ficar desempregado, o clima estava péssimo e ele quis ver a família, que vive nesta cidade no interior do estado.
Viajamos em um Tanger, que obviamente não tinha um porta-malas! Na frente do carro, meu pai dirigia e minha mãe levava meu irmão no colo, um bebê ainda. Atrás, estavam a babá do meu irmão, malas, travesseiros, mudas de pé de mamão, isopor com água e eu, ou seja, não tinha espaço para nada. O carro quebrou 5 vezes na estrada, numa dessas a caixa de marcha do Tanger ficou na mão de meu pai. Meu irmão quase desidratou e só foi melhorar depois de um banho tomado dentro de um, como chamamos no nordeste, brega (casa de prostituição). A viagem foi um caos do início ao fim. Acho que nesse caso o grande problema foi viajar sem planejamento, com um carro mais voltado para passeios curtos e não para uma viagem que dura de 8 a 10 horas.
Para mim, só existem duas regras para quem quer viajar bem sem ter problemas: ser bem informado e planejamento. Busque todas as informações possíveis sobre os lugares que você visitará, inclusive em relação a tradições e costumes, para não acabar cometendo gafes ou até mesmo infringindo leis.
É preciso que as pessoas entendam que, quando viajam, precisam respeitar o lugar para onde vão. Não podemos achar que, ao viajarmos, a cultura local terá que ser adaptada a nós. Quem mantém uma postura arrogante geralmente acaba se dando mal.
Quanto ao planejamento, é preciso dimensionar desde a quantidade de roupas na mala, ao que dispomos de capital para aquela viagem. É preciso dimensionar gastos não só com hospedagens, mas com transporte, alimentação e principalmente reservar uma parte para eventuais emergências. Passar aperto em um lugar desconhecido pode acabar com toda empolgação de uma viagem e não é bom desperdiçar uma oportunidade de cultivar boas experiências.
4 comentários para “ Janaína vive “Jeguiando” pelo mundo a fora ”
voces são demais galera,são lindos por dentro e por fora,nunca pensei que uma simples viagem fosse assim com tantos procedimentos que influencião no bom futuro da viagem….valeu mesmo to aprendendo muito com jeguiando…..é jeguiando é pura cultura.bjs.
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Olá,
A equipe do Milevo veio dar uma passadinha aqui para dizer que o blog do Amadeus está bem legal! Esse post sobre o blog Jeguiando mostra como é importante a gente pesquisar antes de viajar, ouvir a opinião dos amigos e planejar! Parabéns pelo blog! Além das informações divertidas, o blog ajuda bastante no dia-a-dia de todos os parceiros do Amadeus.
Abraços,
Equipe Milevo.
@milevocom