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fev 29
2008 |
A companhia aérea GOL, controladora da VRG Linhas Aéreas, anuncia o acordo de interline entre a VRG e a Iberia, da Espanha. Passageiros das duas companhias aéreas podem adquirir passagens para todos os destinos operados pela VRG e Iberia. Veículo: Brasilturis |
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fev 29
2008 |
Enquanto as duas maiores empresas aéreas brasileiras retomam aos poucos as rotas internacionais e abrem novas freqüências em outras fronteiras, as estrangeiras que operam no Brasil seguem voando tranqüilas em céu aberto. Movimentam mais cargas a cada ano, transportam cada vez mais passageiros e nunca lucraram tanto no Brasil como nos últimos tempos. Com os números em alta, consolidam sua posição em um mercado que, há apenas três anos, era dominado por uma única empresa — a brasileira Varig, que ainda em 2005 respondia por nada menos do que 30% do tráfego aéreo entre o Brasil e outros países. Hoje os tempos são outros. Juntas, as estrangeiras já respondem por cerca de 70% do segmento. Ocuparam o vácuo deixado pela crise da Varig e beneficiaram-se com a inviabilidade de outras empresas brasileiras recuperarem esse espaço. A portuguesa TAP, pela primeira vez na história, ultrapassou em dezembro de 2007 a marca de um milhão de pessoas embarcadas nas linhas entre Lisboa e as sete capitais brasileiras onde atua. Em números absolutos, o Brasil foi a segunda área onde a companhia mais cresceu no mundo. Ficou atrás apenas da Europa, base da empresa. A história se repete na líder do segmento, a American Airlines. As receitas da empresa no ano passado foram 17% maiores na comparação com os já excelentes resultados de 2006. Em dezembro último, ela obteve número recorde de passageiros transportados nas linhas com o Brasil. Cresceu 7% em relação a 2006 e também superou, com folga, a marca de um milhão de embarques e desembarques. Também é assim com outras grandes do setor, a exemplo de Air France e Lufthansa, esta uma das líderes no segmento de cargas. Nos dados parciais do ano fiscal 2006-2007, a companhia francesa teve média de ocupação de 89,6% em suas operações no Brasil — alta de 2,5 pontos em relação ao ano anterior. A companhia alemã, que divulga apenas os números em nível mundial (considera informações estratégicas os dados sobre o transporte de cargas e passageiros), obteve outro recorde em 2007: apenas nos primeiros nove meses do ano passado, registrou lucro operacional de 1,1 bilhão de euros com suas operações globais, o que representa um crescimento de 57%. Mesmo as empresas que não estão entre as primeiras no volume de trafego aéreo no Brasil comemoram o momento atual. A British Airways cresceu 49% com suas operações por aqui entre abril de 2006 e março de 2007. A estratégia de atrair o público corporativo, que incluiu a reformulação da primeira classe, gerou movimento de passageiros 30% maior. Nada mais natural. Além da crise da Varig, há outros fatores que determinaram o sucesso dessas e outras empresas que operam no País. A baixa do dólar e a valorização do real no período animaram muitos brasileiros a fazer as malas e tocar para o aeroporto. Passagens aéreas ficaram mais baratas. Destinos na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos tornaram-se mais acessíveis. “A Varig já teve uma participação muito forte no tráfego internacional, que chegou perto dos 50%. Mas, com a crise que abalou a companhia, grande parte da demanda acomodou-se nas estrangeiras”, comenta Norberto Jochmann, diretor-secretário da Jurcaib (Junta dos Representantes das Companhias Aéreas Internacionais no Brasil). “Há três anos temos um mercado crescente, com forte demanda para o exterior”, ele acrescenta, citando a situação econômica favorável no Brasil como outro fator que incrementou as estatísticas das empresas. De olho nesses potenciais passageiros, as aéreas brasileiras começam a se mexer. Depois de uma longa disputa pelo mercado doméstico, a compra da Varig pela Gol esquentou a briga com a TAM pelas linhas internacionais. Aos poucos, elas vão ocupando a lacuna que ficou aberta nos últimos anos e, ao longo de 2007, anunciaram algumas freqüências para além de nossas fronteiras. Mesmo assim, ainda estão longe da concorrência que vem de fora. Os Estados Unidos ilustram bem esse desequilíbrio. O acordo bilateral firmado entre brasileiros e norte-americanos prevê para cada país um máximo de 105 freqüências semanais. Eles já atingiram seu limite e tentaram rever essas condições para abrir novas linhas — em dezembro último, o governo brasileiro negou o pedido justamente para evitar que a diferença aumente. Do lado das brasileiras, são apenas 35 vôos por semana, todos operados pela TAM nas rotas para Miami e Nova York. “E aí que existe uma grande falta de ocupação das brasileiras. Veículo: AeroMagazine |
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fev 29
2008 |
O empresário David Neeleman, fundador da companhia aérea americana JetBlue, apresentou pessoalmente ontem, à cúpula da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), seus planos de entrar no mercado brasileiro. Neeleman reuniu-se em Brasília com a presidente da Anac, Solange Vieira, e outro diretor da agência, Alexandre de Barros. No encontro, não protocolou nenhum pedido formal, mas confirmou sua intenção de iniciar as operações até 2009. O fundador da JetBlue, que implantou o conceito “low cost, low fare” (baixo custo, baixa tarifa) no mercado americano e inspirou a brasileira Gol, tem duas opções: criar uma companhia do zero ou adquirir uma pequena empresa já existente – o que lhe daria a vantagem de dispensar uma série de procedimentos intermediários, como a obtenção do Cheta (certificado de habilitação de empresa de transporte aéreo), documento imprescindível para iniciar operações no setor e que pode demorar mais de um ano para sair. Os planos de Neeleman para o Brasil se baseiam no uso de aeronaves E-190 da Embraer para ligar cidades de médio e grande porte, sem passar necessariamente pelos principais “hubs” (centros de conexões). O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse na semana passada ao Valor que o empresário americano havia comunicado à Anac a intenção de adquirir 60 aviões da Embraer. Pelo menos 36 aeronaves já teriam sido encomendadas. Por ter cidadania brasileira, Neeleman não tem problemas em atender à legislação nacional, que limita em 20% a participação de estrangeiros no capital votante de empresas aéreas. Ele nasceu em São Paulo, nos anos 50, quando seu pai Gary, jornalista, era correspondente da agência de notícias americana UPI. Depois, ainda na juventude, retornou ao país como missionário mórmon. Neeleman deixou a presidência da JetBlue no ano passado, após uma série de incidentes e atrasos em cascata dos vôos da companhia. Mas ele continua mandando no conselho de administração da empresa e agora enxerga no Brasil a possibilidade de erguer uma terceira força no mercado doméstico. A estratégia que pretende usar – vôos ponto a ponto, com aeronaves menores que os Boeing 737-800 da Gol e os A320 da TAM, com capacidade para mais de 160 passageiros – é semelhante à proposta anunciada pela BRA. A companhia da família Folegatti chegou a encomendar jatos da Embraer com a mesma finalidade, mas endividou-se no meio do caminho e parou de operar no ano passado. Hoje, TAM e Gol (abrangendo as atividades da Varig) detêm quase 95% do mercado doméstico. A OceanAir, terceira maior do setor, tem menos de 5%. Nos Estados Unidos, a JetBlue notabilizou-se pelos baixos preços, mas, ao contrário das européias EasyJet e RyanAir, seus serviços não são tão espartanos. As aeronaves freqüentemente têm bancos de couro e espaço acima da média entre as poltronas. Em um avião que ainda está em fase de testes, pode-se até usar a internet pelo aparelho de telefone celular, recebendo e mandando mensagens eletrônicas. Adepto da automatização, Neeleman também foi um dos impulsionadores do uso de e-ticket na aviação, dispensando a papelada usada anteriormente para viajar. |
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fev 27
2008 |
O setor de viagens corporativas no Brasil alcançou R$ 30,9 bilhões e R$ 9,97 bilhões de valor adicionado, num crescimento de 2% em relação à 2006. Os prestadores de serviços nas áreas de hotelaria, transporte aéreo e locação de automóveis obtiveram um faturamento total de R$ 27,52 bilhões, dos quais 59,4% provenientes do segmento de viagens corporativas, ou seja, R$ 16,35 bilhões. Os números foram apurados pelos Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas, um estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Hospitalidade, Lazer e Turismo com apoio do curso de Turismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), em parceria com a Associação Brasileira dos Gestores de Viagens Corporativas (Abgev), com o Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Comerciais (Favecc), com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) e com a Associação das Empresas Administradoras de Viagens de Negócios do Brasil (TMC Brasil). Para 2008, a receita esperada do setor é de R$ 17,28 bilhões, com um crescimento 5,69% em relação ao ano passado. Em 2007, o setor de viagens corporativas gerou diretamente 220.961 empregos e indiretamente 247.476, de acordo com o multiplicador de empregos calculado para o Brasil pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pela Organização Mundial do Turismo (OMT) e a Embratur. O setor de transporte aéreo de passageiros também teve uma variação positiva em 2007 de 13,15%, e na demanda, de 6,34%, registrando um faturamento de R$ 8,58 bilhões oriundos das viagens corporativas, elevando a receita do setor aéreo em 1,80% na comparação com 2006. Do total da receita operacional de R$ 16,35 bilhões, os serviços de hospedagem têm uma representatividade de 33,16% – isto é, R$ 5,42 bilhões -, índice que era de 29,15% em 2006. Veículo: Mercado e Eventos |



