A Delta Air Lines divulgou que pretende pedir permissão a seu conselho para iniciar negociações formais para uma fusão com a Northwest Airlines e a UAL, matriz da United Airlines. As informações são do The Wall Street Journal. Citando fontes próximas ao assunto, o WSJ informou em sua versão online que a Delta pretenderia escolher no final do processo entre as duas empresas.
A Delta, que saiu da proteção de falências no ano passado após a recusa de uma oferta hostil da US Airways, definiu um comitê especial há meses para revisar suas opções estratégicas, incluindo fusões.
A porta-voz da Delta, Betsy Talton, declarou que a terceira maior companhia aérea norte-americana não vai se pronunciar a respeito do trabalho do comitê enquanto este estiver em progresso.
Em novembro, a Delta negou informações sobre possíveis negociações com a UAL.
Jean Medina, porta-voz da UAL, disse que “nossa posição sobre a necessidade de consolidação do setor é bem conhecida, e não comentamos rumores ou especulações”. A Northwest não comentou o assunto.
Veículo: Monitor Mercantil
O transporte aéreo de passageiros no Brasil registrou crescimento de 11,9% em 2007, em relação ao ano anterior, conforme levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A oferta de assentos, por sua vez, avançou 16,3% no mesmo período. A taxa média de ocupação das aeronaves foi de 69% no ano passado, ante 71% de 2006. Apenas em dezembro, o fluxo de passageiros cresceu 17,6% em relação ao mesmo mês de 2006. Já a oferta de assentos teve expansão de 15,3% na mesma base de comparação.
No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras registraram queda de 5,1% nos vôos ao exterior, embora a oferta de assentos tenha crescido 6,8% no ano passado, em relação a 2006. 0 aproveitamento médio dos aviões ficou em 66% em 2007, ante 74% do ano anterior. Ainda segundo a Anac, a TAM liderou o transporte de passageiros no mercado doméstico no ano passado, com participação de 48,86%, um crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao ano antérior.
A Gol ficou na segunda colocação, com fatia de 39,56%, ante 34,05% de 2006. A terceira posição ficou com a Varig, com 3,46%, ante 10,03% registrados em 2006, quando a empresa foi leiloada e passou por um período de redução de suas operações._ Juntas, TAM, Gol e Varig (estas duas últimas pertencentes ao mesmo grupo desde abril do ano passado) respondem por 91.88% do fluxo de passageiros no País entre as empresas brasileiras. Apesar de não estar operando desde novembro do ano passado, a BRA aparece no levantamento da Anac na quarta posição, com 2,81%, seguida da OceanAir, que assumiu as operações da BRA, com 2,43%.
TAM, Gol e Varig também mantiveram a hegemonia nos vôos internacionais. Juntas, as três companhias representaram 94,75% do transporte de passageiros entre o País e o exterior. A TAM liderou este ranking com fatia de 67,49%, com crescimento de 70,6% em relação a 2006. A Gol, por sua vez, teve 14,2% do fluxo de turistas. (Folhapress)
Fonte – O Tempo – Belo Horizonte – MG
Anac quer maior participação do capital estrangeiro
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e a nova presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Paiva Vieira, afirmaram ontem que são favoráveis à ampliação do limite de participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas nacionais dos atuais 20% para 49%. Essa é uma forma de capitalizar as companhias, sem colocar em risco a permanência do controle acionário das empresas em mãos de brasileiros.
Solange Vieira informou que já sugeriu ao Ministério da Defesa a ampliação do porcentual. Segundo ela, “como órgão que fiscaliza o setor aéreo, a Anac entende que a medida poderia trazer muitos benefícios ao setor”. Jobim, por meio de sua assessoria, disse que também defende a medida, mas ressaltou que não vê necessidade de o Poder Executivo enviar ao Congresso um projeto de lei porque “já existem projetos tramitando sobre esse tema”.
Jobim não se referiu a qualquer proposta específica, mas a mais recente é o Projeto de Lei 2.452, apresentado em novembro de 2007 pela CPI da Câmara que investigou o caos no setor aéreo. O projeto garante que 51% do controle acionário permaneçam em poder de brasileiros, abrindo espaço para que os demais 49% pertençam a pessoas físicas ou empresas estrangeiras.
As companhias aéreas são favoráveis ao aumento de participação. Por meio do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), elas vêm mantendo conversas com Anac, Defesa e parlamentares.
Um eventual aumento de participação de capital estrangeiro pode atrair investidores para TAM e Gol, avaliam especialistas. “Estamos em um ponto histórico de baixa valorização das ações das companhias aéreas e a conjuntura, no curto prazo é negativa”, afirma um analista de banco. “Um investidor capitalizado que queira investir por um período longo, como dez anos, agora seria a hora de compra. Para o investidor estrangeiro, quanto menos restrições e impedimentos legais, melhor.”
A experiência dos estrangeiros até hoje não foi das melhores. A limitação de 20% foi um dos entraves para que a Varig pudesse atrair investidores na época em que foi vendida em leilão judicial, em 2005. O único investidor estrangeiro que deu um lance – e acabou ganhando – foi o fundo Mattlin Patterson. O fundo teve que arrumar um sócio brasileiro – com quem hoje está brigando na Justiça – e fazer um empréstimo para esse sócio para conseguir viabilizar o negócio.
Fonte – O Estado de S. Paulo
Autores: Isabel Sobral e Mariana Barbosa
Com a divulgação dos índices de pontualidade de dezembro, calculamos o desempenho médio anual de 2007 das empresas brasileiras de transporte aéreo regular. Foram os piores da história recente da aviação comercial e o desempenho nos dois setores foi, pelo menos, 25 pontos percentuais inferior aos índicadores de 2006. No setor doméstico o índice médio anual foi 62,25% (89,93% em 2006) e, no setor internacional, o índice médio do ano passado foi 63,08% (88,83% em 2006).
Entre as companhias aéreas, os melhores indicadores médios de pontualidade – nos dois setores – foram registrados pela VARIG (77,42% no doméstico e 68,17% no internacional). No setor doméstico, atrás da VARIG, a TAM registrou índice anual de 64,08%, seguida da Webjet (51,83%), da GOL (50,42%) e da OceanAir (46,64%). No setor internacional, atrás da VARIG, a TAM registrou índice anual de 58,58%, seguida da GOL, mais de 15 pontos percentuais atrás, com índice médio de 41,83% em pontualidade no ano passado.
ÍNDICE DE PONTUALIDADE – MÉDIAS (%)
Fonte: Business Travel Magazine

